Em resumo
- No Lucro Presumido o Fisco presume seu lucro por um percentual
- A presunção é de 8% para comércio e indústria
- A presunção é de 32% para a maioria dos serviços
- Em alguns casos ele sai mais barato que o Simples Nacional
Quando o negócio cresce, surge a pergunta: será que o Simples ainda é o melhor caminho? É aí que aparece o Lucro Presumido. O nome é estranho, mas a lógica é até organizada. Vou te explicar como funciona e quando ele pode valer mais a pena.
O que significa Lucro Presumido
A ideia está no nome: o Fisco presume qual foi o seu lucro. Em vez de calcular o lucro real, com toda a apuração de despesas, o governo aplica um percentual fixo sobre o seu faturamento e diz: vamos considerar que esse foi o seu lucro.
Sobre esse lucro presumido é que incidem o IRPJ e a CSLL. Para muita empresa, isso simplifica a vida, porque não exige a contabilidade detalhada de lucro que o Lucro Real pede.
As presunções de 8% e 32%
Existem percentuais diferentes conforme a atividade. Os dois mais comuns são:
- 8% para comércio e indústria.
- 32% para a maioria dos serviços.
Veja a diferença na prática. Numa empresa de comércio, presume-se que 8% do faturamento foi lucro. Numa empresa de serviços, presume-se 32%. Sobre essa base é que o imposto de renda da empresa e a contribuição social são calculados.
Por isso o Lucro Presumido costuma ser mais simpático para quem tem margem alta de verdade. Se você lucra mais do que o percentual presumido, em tese o Fisco está considerando um lucro menor do que o real.
E os outros tributos?
Além de IRPJ e CSLL, há o PIS e a Cofins. No Lucro Presumido, eles entram no chamado regime cumulativo, com alíquota de 3,65%. É um detalhe que faz diferença na conta final e precisa entrar na comparação.
Ou seja, não dá para olhar só a presunção de 8% ou 32% isoladamente. O conjunto dos tributos é que mostra o custo real do regime.
Quando vale mais que o Simples
Não existe resposta única, e quem prometer isso está simplificando demais. Mas há sinais de que o Lucro Presumido pode compensar:
- Quando o faturamento se aproxima ou passa do teto do Simples, de R$ 4,8 milhões por ano.
- Quando a folha de pagamento é pequena, o que no Simples pode jogar o serviço para um anexo mais caro.
- Quando a margem de lucro é alta, fazendo a presunção trabalhar a seu favor.
Em situações assim, fazer as contas nos dois regimes pode revelar uma economia que não era óbvia à primeira vista.
Como decidir com segurança
O caminho certo é comparar. Pegue o seu faturamento, a sua margem e a sua folha, e simule como ficaria o imposto no Simples e no Lucro Presumido. Cada negócio tem uma combinação diferente, e a escolha muda conforme a atividade.
O Lucro Presumido não é nem vilão nem solução mágica. Ele é mais uma ferramenta. Para quem cresceu, tem boa margem e enxuga a folha, pode representar uma conta bem mais leve. A decisão fica muito mais tranquila quando você enxerga os números lado a lado, com calma e com a ajuda de quem entende.
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Agendar análise gratuitaConteúdo informativo, publicado em 9 de junho de 2026. As regras tributárias mudam com frequência e cada caso tem particularidades — confirme a sua situação com a Primocontábil antes de decidir.